LUTAR COM PALAVRAS IRAND ANTUNES PDF

A atividade de escrita no ambiente escolar direciona os alunos para uma prtica de redaes e apontamentos do quadro, sem uma perspectiva social inspirada nas atividades sociais extraescolares. Escrever uma atividade de transmitir alguma mensagem com objetivos definidos e a expectativa de interao com interpretao e entendimento do que est sendo dito e o porqu. O ato da fala ou escrita remete a experincias textuais presentes na vida do locutor ou escritor. Sempre fazemos uso de conhecimentos adquiridos por outros textos, recapitulando e reenquadrando tudo que lemos ou ouvimos. A autora defende que a prtica de leitura e escrita de textos a mais eficiente forma de aquisio de conhecimentos da nossa lngua por assim serem trabalhados diversos gneros tentando abranger vrias esferas da sociedade, colocando verdadeiramente os alunos nesse processo de concepo e real dependncia dessa prtica para uma comunicao satisfatria.

Author:Nikozilkree Tygolkree
Country:Egypt
Language:English (Spanish)
Genre:Career
Published (Last):6 February 2007
Pages:266
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ISBN:900-4-82073-469-9
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Para Antunes, a coeso tem por objetivo manter as partes do texto ligadas, isto , as idias devem estar intercaladas para manter a continuidade temtica. Isso significa que a sequncia temtica de fundamental importncia para a coeso, pois, do contrrio, pode-se perder o fio de unidade que garanta o seu sentido.

Essa sequncia que foi mencionada acontece por meio da reiterao, associao e conexo. Neste resumo, focaremos apenas a reiterao. A reiterao acontece por meio da Repetio parfrase, paralelismo e repetio propriamente dita , Substituio substituio gramatical, substituio lexical e elipse.

A reiterao um procedimento muito importante para a construo da escrita, porque, dessa maneira, obtemos a oportunidade de retomar algo que j foi dito no texto. Da que a funo da reiterao manter a sequncia constante de volta ao que j foi escrito.

A esse respeito Irand afirma: Esse movimento, visto de outro lado, indica ainda que tudo o que vai sendo posto no texto virtualmente objeto de futuras retomadas. Segundo Antunes, A parfrase o mecanismo de voltar a dizer o que j foi dito antes, mas de uma outra maneira, com outras palavras, como se nossa inteno fosse explicar o que foi dito antes, deixar o contedo mais claro, sem perder, claro, sua originalidade conceitual.

O paralelismo est ligado coordenao das ideias que apresentam valores sintticos comuns. J, a Repetio propriamente dita consiste em repetir uma palavra, sequncia de palavras ou at uma frase inteira, que j foi citada no texto, uma ao de voltar atrs, fazer reaparecer algo a que referimos anteriormente.

Passemos para outro modo de reiterao. A reiterao por substituio, que consiste em voltar a se referir a algo, sem ser necessrio usar as mesmas palavras. Essa substituio pode ser de dois tipos: gramatical e lexical. Na substituio gramatical, possvel substituir uma palavra, por pronome, advrbio, palavra que possua o mesmo sentido.

E na substituio lexical acontece por meio de sinnimos, hipernimos, caracterizadores situacionais. E, agora, o ltimo recurso da reiterao por substituio, a Elipse. A retomada por elipse, conforme Irand Em geral, a elipse definida como resultado da omisso ou do ocultamento de um termo que pode ser facilmente identificado pelo contexto.

Essemodelo, tambm chamado de progresso continuada, aqueleem que o estudanteno repete o ano. As reprovaes s ocorrem ao final de cada ciclo, que pode durar dois, trs ou at mesmo quatro anos. Carregando o estigma de repetente e convivendo com colegas mais jovens, que no so os seus amigos originais, o aluno, no raro, passa a representar o papel de mau estudante, incorporando-o.

Visa, com isso, a firmar uma identidade. Evitar essa profecia auto-realizvel um imperativo da boa pedagogia. Surge aqui o risco de que ele caia num outro crculo vicioso, o de no possuir os pr-requisitos para seguir na progresso continuada. Obviamente, nem todas as instituies que adotaram o sistema de ciclos estavam aptas a faz-lo, o que teria requerido um trabalho prvio com alunos, professores e pais. Fica aqui a sensao de que a alterao foi feita de cima para baixo, sem a devida preparao.

Essa sensao se torna suspeita, quando se considera que o novo modelo melhora rapidamente as estatsticas oficiais. O perigo o da educao do faz-de-conta. O aluno finge que aprende, o professor finge que ensina e a autoridadefinge que obtm resultado. Folha de So Paulo, Questo nica: Analise os recursos de reiterao utilizados no texto acima e faa seus comentrios em forma de texto.

Primeiramente, vejamos como o paralelismo acontece nesse texto: [ O paralelismo est ligado coordenao das ideias que apresentam valores sintticos comuns; aqui nesse fragmento podemos observar uma sequncia de numerais.

O aluno finge que aprende, o professor finge que ensina e a autoridade finge que obtm resultado. Novamente um paralelismo, e temos ainda a conjuno aditiva e que assume um papel finalizador, ou seja, finaliza a sequncia dos enunciados.

Agora, vejamos outro recurso da repetio, que a repetio propriamente dita, que consiste em repetir uma palavra, sequncia de palavras ou at uma frase inteira, que j foi citada no texto; uma ao de voltar atrs, fazer reaparecer algo a que se referiu anteriormente. Observemos as palavras repetidas: Ciclo, aluno, progresso continuada, sensao, reprovaes, modelo, professor.

A reiterao por substituio, que consiste em voltar a se referir a algo, sem que necessrio usar as mesmas palavras. A substituio pode ser de dois tipos: gramatical e lexical. Dessa maneira, possvel substituir uma palavra, por pronome, advrbio, palavra que possua o mesmo sentido. A substituio gramatical acontece de duas maneiras: pronomes e advrbios. Exemplos: Esse modelo [ O pronome oblquo o substitui mau estudante.

Evitar essa profecia [ Surge aqui o risco de que ele caia [ Este pronome do caso reto substitui o aluno. Essa sensao [ Outro recurso da substituio o lexical este acontece por meio dos sinnimo, hipernimo e caracterizadores situacionais. Observemos alguns exemplos de substituio por sinnimo: Estudante, aluno; Ciclos, progresso continuada, regime e modelo. Por hipernimo: Instituio, escola.

Podemos notar o aspecto da elipse nos verbos: carregando e convivendo, os quais omitem a palavra, aluno, mas, pelo contexto, notamos que tais verbos do a ideia de aluno.

Fica evidente, pois, que a funo das palavras que aparecem em um texto no se resume apenas dimenso daquilo que se pretende dizer; no , portanto, somente uma questo de significado. As palavras de um texto cumprem tambm, e de forma muito significativa, a funo de indicar, de sinalizar as ligaes que se quer estabelecer, para que o texto tenha a devida continuidade e unidade e, assim, possa funcionar como atividade verbal.

Da por que a escolha das palavras de extrema importncia para a qualidade do texto. Urubus e sabis, de Rubem Alves Tudo aconteceu numa terra distante, no tempo em que os bichos falavam Os urubus, aves por natureza becadas, mas sem grandes dotes para o canto, decidiram que, mesmo contra a natureza eles haveriam de se tornar grandes cantores. E para isto fundaram escolas e importaram professores, gargarejaram d-r-mi- f, mandaram imprimir diplomas, e fizeram competies entre si, para ver quais deles seriam os mais importantes e teriam a permisso para mandar nos outros.

Foi assim que eles organizaram concursos e se deram nomes pomposos, e o sonho de cada urubuzinho, instrutor em incio de carreira, era se tornar um respeitvel urubu titular, a quem todos chamam de Vossa Excelncia. Tudo ia muito bem at que a doce tranqilidade da hierarquia dos urubus foi estremecida.

A floresta foi invadida por bandos de pintassilgos tagarelas, que brincavam com os canrios e faziam serenatas para os sabis Os velhos urubus entortaram o bico, o rancor encrespou a testa , e eles convocaram pintassilgos, sabis e canrios para um inqurito. Onde esto os documentos dos seus concursos? E as pobres aves se olharam perplexas, porque nunca haviam imaginado que tais coisas houvessem. No haviam passado por escolas de canto, porque o canto nascera com elas. E nunca apresentaram um diploma para provar que sabiam cantar, mas cantavam simplesmente No, assim no pode ser.

Cantar sem a titulao devida um desrespeito ordem. E os urubus, em unssono, expulsaram da floresta os passarinhos que cantavam sem alvars Temos aqui um pronome catafrico, isso acontece quando o pronome adianta algo que ainda vai ser dito. Urubu, sabi: aves, bicho, canto, natureza, floresta, bando, pintassigos, canrios, passarinhos, bico, respeitvel urubu titular, hierarquia dos urubus, os velhos urubus, os urubus.

So empregados hipernimos, ou seja, so palavras gerais, palavras superordenadas ou nomes genricos, com os quais se nomeiam uma classe de seres ou se abarcam todos os membros de um grupo. Assim, encontramos no texto os seguintes hipernimos: aves, passarinhos, urubus; Tambm notamos a presena de caracterizadores situacionais, como: aves por natureza becadas, a doce tranquilidade da hierarquia dos urubus.

Pode-se estudar tambm os aspectos da reiterao ou dos conectores, mas nesse momento nos atentamos apenas ao aspecto da associao. Segundo Irand Antunes, [ Professores mal preparados, estruturas esclerosadas, alunos desmotivados. Para piorar, permite-se que polticos indiquem diretores de escolas. No faz sentido levar para o comando de uma escola algum cujo vnculo com o sistema educacional incerto. Mais grave ainda trocar essa pessoa em razo de contingncias da poltica partidrio.

Tudo conspira contra as ideias de competncia e continuidade, fundamentais para o bom desempenho de um colgio. No , pois surpresa que alunos de instituies dirigidas por apadrinhados polticos se saiam significativamente pior em exames que avaliam a qualidade do ensino. As ms notcias , contudo, no param por a. Sabe-se l o que prometem na campanha para conquistar o posto.

O rol dos males do democratismo ainda est por ser escrito. O destaque positivo a rede estadual paulista, na qual toso os diretores so escolhidos com base em sistema de mrito. Decerto a forma de escolha do diretor no garantia absoluta de qualidade. Mas mais provvel conseguir bons profissionais recorrendo a avaliaes de competncia tcnica e gerencial. Primeiramente, vamos retornar a algo que j foi mencionado, que para que um texto seja coeso importante que a continuidade temtica seja prevalecida at no final, e essa continuidade tambm realiza-se por meio da conexo.

Segundo Irand Antunes, a conexo um recurso coesivo que se opera pelo uso dos conectores, e possui o objetivo de manter a sequencializao de diferentes pores do texto. A conexo um recurso coesivo diferente dos demais, por operar em pontos especficos do texto, como entre oraes, perodos. E efetua, por meio de conjunes, preposies e locues conjuntivas e preposicionais, bem como por alguns advrbios e locues adverbiais.

ANTUNES, A autora nos chama a ateno para a pouca ateno que as escolas, gramticas, livros didticos tm dado aos conectores, pois restringe-se apenas mera classificao das conjunes; sabemos que esse tipo de estudo no tem sentido para os alunos, porque s podemos compreender o significado, sentido, de uma conjuno somente no texto.

E a respeito desse assunto, o livro traz um comentrio muito importante, que a anlise de textos tem mostrado que as preposies, alguns advrbios e as respectivas locues tambm atuam como elementos da conexo textual. O recurso da conexo no limita-se apenas a ligar, ou para articular segmentos. O mais relevante reconhecer que esses elementos tambm cumprem a funo de indicar a orientao discursivo-argumentativa que o autor pretende emprestar a seu texto.

Assim, sua funo vai alm de ligar oraes, perodos, porque esses conectores tambm desempenham o papel de estabelecer relaes de sentido, orientaes argumentativas no corpo do texto. Isso significa que o estudo apenas de classificao no tem sentido para os discentes, pois tudo depende do contexto, e o que vale como competncia comunicativa avaliar o valor semntico de cada uma das conjunes e os efeitos de sentido que provocam as relaes entre as oraes.

Para piorar [ Exerce a relao de complementao; esse procedimento ocorre sempre que um segmento funciona como complementar de outro. Relao de complementao, estabelece uma ideia de complementao, o complemento do verbo mostra.

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Resumo – Lutar com palavras (Antunes)

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LUTAR COM PALAVRAS IRAND ANTUNES PDF

Para Antunes, a coeso tem por objetivo manter as partes do texto ligadas, isto , as idias devem estar intercaladas para manter a continuidade temtica. Isso significa que a sequncia temtica de fundamental importncia para a coeso, pois, do contrrio, pode-se perder o fio de unidade que garanta o seu sentido. Essa sequncia que foi mencionada acontece por meio da reiterao, associao e conexo. Neste resumo, focaremos apenas a reiterao. A reiterao acontece por meio da Repetio parfrase, paralelismo e repetio propriamente dita , Substituio substituio gramatical, substituio lexical e elipse.

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